Pedra nos rins, mitos e verdades


Cálculo renal é a alteração urinária mais frequente, é o mesmo que UROLITÍASE, NEFROLITÍASE ou CALCULOSE URINÁRIA e é conhecida popularmente como PEDRA NOS RINS. A denominação mais correcta seria CÁLCULO DAS VIAS URINÁRIAS, devido aos diferentes pontos do aparelho urinário acometido, como RINS, URETERES, BEXIGA e URETRA.

É considerada uma doença aguda que acomete mais o sexo masculino. Seu pico de incidência ocorre entre 20 e 50 anos de idade e a maioria deles (95%) são formados por sais de cálcio. A formação do cálculo renal dá-se quando, por uma disfunção metabólica, o organismo não desempenha a função renal adequada e, com isso, os resíduos cristalinos formam-se em cristais que se separam da urina. E ao se unirem novamente, formam-se pedras.

imagem do Google
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Crescem e podem permanecer no local de origem durante muito tempo (até anos) sem provocar sintomas, podendo deslocar-se e, dependendo do local e tamanho, levam à obstrucção da urina causando muita dor. Podem levar à insuficiência renal sem provocar grandes danos aos rins.

Existem diferentes tipos de cálculos renais, eles são classificados conforme sua composição química:

1 - Oxalato de cálcio, puro ou misto (80%)

2 - Estruvita (8%),

3 - Ácido úrico (5%), estes associados à gota ou à quimioterapia,

4 - Fosfato de cálcio (1%)

5 - Cistina (1%).

Algumas condições podem levar ao aparecimento do cálculo renal como:

Obesidade, sedentarismo; Problemas na glândula tiróide e paratiróide; Alimentação; Gota; Infecção do trato urinário (ITU); Distúrbios renais; Excesso de uso de vitamina D; Antiácidos.

São vários os sintomas apresentados pelos pacientes portadores de cálculo renal:

Náuseas, vómitos, sangue na urina, aumento do fluxo urinário, febre (vigência de infecção), porém, o que mais chama a atenção é a dor que pode ser intolerável, no dorso e/ou abdómen, com irradiação para a pelve menor e, nos homens pode irradiar-se até a bolsa escrotal. Na literatura antiga, temos referência de que é considerada a "dor mais próxima da de um parto que os homens podiam sentir".

O diagnóstico é primeiramente clínico, podendo ser complementado com exames laboratoriais (Urina) e de Imagem (Raio X, Ultrassonografia). São diferentes os tratamentos sugeridos, de entre eles:

Analgesia; Hidratação; Citoureteroscopia; Nefrolitotomia percutânea mais fragmentação à laser; Laparoscopia (Propedêutico / Terapêuticos); Cirurgia (última técnica a ser utilizada); Litotripsia com ondas de choque extracorpórea (neste caso para cálculos acima de 7 mm).

Mitos

• Cálculo renal é uma doença sem gravidade;

• Presença de cólica renal quando o cálculo se desloca;

• Chá de quebra pedra dissolve as pedras;

• Ingestão hídrica aumentada ajuda a expelir o cálculo na hora da cólica.

• Alimentos ricos em cálcio causam pedra nos rins;

• Qualquer líquido é bom para evitar cálculo renal;

• Algumas frutas e verduras formam o cálculo renal;

• Todos os portadores de cálculo renal apresentam dor.

Verdades

• Dietas ricas em sal ajudam na formação dos cálculos;

• Ingestão hídrica frequente evita a formação das pedras;

• Cálculo renal pode indicar a presença de outras doenças;

• Ingestão de frutas cítricas diminui a ocorrências de pedra nos rins;

• Principal causa do cálculo renal é a disfunção metabólica;

• Regiões mais quentes propiciam o aparecimento de cálculos;

• Pessoas que já tiveram a doença podem ter reincidência.

Prevenção

• Aumento da ingestão hídrica de 2 a 3 litros por dia;

• Dieta adequada: pouco sal, chás de algumas plantas como: alsina, raiz de salsa, sumo de maçã e chá de tomateiro podem ajudar na eliminação da urina quando na presença de retenção hídrica;

• Não reter urina (fazer o esvaziamento urinário sempre que possível).

::: As informações contidas nestas páginas são resultado de pesquisas bibliográficas desenvolvidos pelo autor. Contudo, não deverão ser usadas como diagnóstico, pois cada caso terá a sua especificidade. Consulte sempre um profissional de saúde. ::: www.facebook.com/alquimiadoeu.eu  :  miguel.laundes@gmail.com  :  © Miguel Laúndes, 2021
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