Ómega 6

É um ácido graxo poli insaturado essencial, ou seja, um tipo de gordura (boa). Poli insaturado porque a sua molécula possui várias ligações duplas e essencial porque o organismo humano não é capaz de produzi-lo, por isso, há necessidade de o consumir através da alimentação.

Este ácido graxo actua nos processos de crescimento celular, na produção de hormonas, no desenvolvimento cerebral, no aumento da massa muscular, cabelos e pele. É ainda um dos responsáveis pelas contracções dos vasos sanguíneos.

Entre suas principais funções estão as respostas inflamatórias e resposta à dor, essenciais para a prevenção e reversão de danos aos tecidos e órgãos do corpo.

Embora a palavra inflamação soe como algo negativo, trata-se de um mecanismo natural de reacção do corpo, para que agentes nocivos sejam neutralizados ou destruídos.

Benefícios do ómega 6

Melhora a saúde dos cabelos e da pele. O ómega 6 contribui para manter o cabelo mais saudável e brilhante, assim como promover uma pele mais firme e luminosa.

Tem acção desinflamatória. Desde que consumido em quantidades adequadas, o ómega 6 pode ajudar a combater doenças inflamatórias, como a artrite, reduzindo o inchaço, a dor e a rigidez.

Reduz o risco de morte prematura. Um estudo realizado na University of Eastern Finland apontou que manter bons níveis deste ácido graxo no organismo reduz o risco de morte prematura.

Protege a saúde cardíaca. Como ajuda a manter níveis saudáveis de colesterol e triglicerídeos, seu consumo auxilia na prevenção de doenças cardíacas.

Reduz os sintomas da TMP. Seu consumo ajuda a reduzir os sintomas indesejáveis que antecedem a menstruação, como irritabilidade e retenção de líquidos.

Fortalece o sistema imunológico. Este ácido graxo é fundamental para manter as defesas do organismo activas, prevenindo doenças causadas por agentes externos, como vírus e bactérias.

Malefícios do ómega 6

É fundamental para uma série de funções orgânicas e de forma alguma deve ser visto como um vilão da alimentação.

Podem surgir problemas quando o mesmo é consumido em quantidades muito maiores que o ómega 3, já que o equilíbrio entre esses dois ácidos graxos é a chave para aproveitar os benefícios de ambos.

Alguns especialistas acreditam que a razão ideal entre o consumo de ómega 3 e ómega 6 é de 1:3, ou seja, deve-se ingeri-lo no máximo três vezes mais que o ómega 3.

A Organização Mundial de Saúde estabelece uma proporção ideal de 1:5 até 1:10. Ultrapassar esses limites pode predispor à inflamação crónica.

Paradoxalmente, nas dietas ocidentais, em geral, os alimentos que contêm ómega 6 são muito mais abundantes do que aqueles que são fonte de ómega 3.

Acredita-se que o consumo em excesso de ómega 6 em relação ao ómega 3 possa trazer consequências que incluem:

Dores e inflamações crónicas

Enrijecimento das paredes das artérias.

Doenças cardíacas.

Desequilíbrios hormonais.

Doenças auto-imunes.

Infecções respiratórias.

Problemas de coagulação sanguínea.

A melhor maneira de equilibrar essa relação é evitar o consumo de fontes ruins de ómega 6, como fritos e alimentos processados, aumentando a ingestão de ómega 3, através da alimentação ou suplementos.

Alimentos contendo ómega 6

Óleo de girassol.

Óleo de milho.

Óleo de soja.

Abacate.

Sementes de linhaça dourada.

Azeite de oliva.

Nozes.

Cereais integrais.

Castanha do pará.

Sementes de abóbora.

Ovos.

Sementes de gergelim.

Peixes gordos (sardinha, atum , cavala, salmão)

Lembramos que os óleos vegetais não devem ser utilizados em frituras, pois perdem suas propriedades benéficas e ainda libertam substâncias tóxicas quando submetidos a altas temperaturas.

::: As informações contidas nestas páginas são resultado de pesquisas bibliográficas desenvolvidos pelo autor. Contudo, não deverão ser usadas como diagnóstico, pois cada caso terá a sua especificidade. Consulte sempre um profissional de saúde. ::: www.facebook.com/alquimiadoeu.eu  :  miguel.laundes@gmail.com  :  © Miguel Laúndes, 2021
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