Desintoxicação - Metais pesados e parasitas

O Dr. Dietrich Klinghardt é famoso por seu bem-sucedido tratamento de doenças neurológicas e da Doença de Lyme com medicina integrativa. Originalmente de Berlim, Alemanha, Klinghardt pratica medicina nos EUA há mais de 35 anos.

Na Suíça, ele fez parte de um grupo que fomentou uma mudança na constituição, tornando a medicina alternativa um direito constitucional de todos os cidadãos. Isso inclui homeopatia, neuroterapia, acupuntura e todas as demais técnicas de tratamento prático.

"É o único país do planeta onde a medicina complementar ou alternativa é direito de todos os cidadãos", diz ele. "

Aqui, discutimos a importância da desintoxicação para a saúde geral e o tratamento de doenças e repassamos alguns dos principais conselhos de desintoxicação de Klinghardt. O Dr. Richard Straube, toxicologista alemão, desenvolveu um procedimento de lavagem do sangue (aférese) através do qual, as toxinas são filtradas e podem ser analisadas com exames laboratoriais acessíveis.

"Há dez anos atrás, descobriu que a população tinha, em média, 20 toxinas acima do limiar de detecção", diz Klinghardt. "Em apenas 10 anos, esse número subiu para mais de 500, o que é um número chocante... Esse é um aumento exponencial que não é compatível com a vida...

Na verdade, ele está prestes a publicar essa pesquisa. Conduziu a pesquisa em 1.200 pacientes. É um dos maiores estudos de toxicologia. Obviamente, as principais toxinas são alumínio, bário, lítio e estrôncio. Elas são provenientes da geoengenharia. O que as faz praticamente chover sobre nós. Por causa disso, muitas dessas toxinas são especificamente tóxicas para as mitocôndrias, assim, a desintoxicação é uma estratégia de sobrevivência para todos."

A toxicidade e as doenças infecciosas andam de mãos dadas

Quando o corpo está contaminado com toxinas artificiais, tende a compartimentá-las. Eventualmente, esses compartimentos alcançam um certo nível de toxidade, no qual, o sistema imunológico já não é capaz de impedir o crescimento de micróbios na região, resultando numa infecção crónica.

"Passam a ser áreas onde os micróbios se abrigam, sejam Bartonella, Borrelia, Babesia ou o vírus do herpes. Não estão por toda parte, mas, mesmo assim, estabelecem sua organização interna de forma restrita em certos compartimentos do corpo", explica Klinghardt. Por esse motivo, não é possível mais distinguir entre a toxicidade e a infecção, porque ambas caminham juntas. Como observa Klinghardt, "é um casamento".

"Há 20 anos, venho insistindo sobre a Doença de Lyme e desenvolvi tratamentos que não envolvem antibióticos, porque é um erro completo tratar essa doença com antibióticos", diz ele. "Agora, sabemos muito sobre o microbioma e quão sensíveis são suas estruturas.

Os recentes avanços nos últimos dois anos deve-se a meu trabalho com Judy Mikovitz. Ela fez parte do grupo de reflexão que tínhamos em 2006 ou 2007 e tentou nos alertar para o facto de que, integrados ao nosso DNA, estão os retrovírus e que determinadas condições ambientais desactivam os mecanismos naturais para os silenciar, permitindo que eles se tornem activos!

O retrovírus mais conhecido é o vírus da imunodeficiência humana (HIV), mas existem centenas de outros. A maioria deles é de imunossupressores. Eu prefiro o termo "imunodesreguladores". Alguns aspectos do sistema imunológico são regulados para mais, enquanto outros para menos. Isso nos torna enormemente vulneráveis à Doença de Lyme, Mycoplasma e Bartonella. A desintoxicação é uma necessidade absoluta para sobrevivermos a estes tempos insanos".

As toxinas podem ser solúveis em água ou gordura. Duas das principais toxinas solúveis em água são o conservante de vacinas timerosal (mercúrio) e o herbicida glifosato. Segundo Klinghardt, ambos tendem a ser sequestrados em áreas como rins, pulmões e ossos.

Estratégias de desintoxicação para o glifosato

Embora possa ter mais de 20.000 substâncias químicas em seu corpo, duas delas são particularmente perigosas para o cérebro: o glifosato e o alumínio. O glifosato é um análogo do aminoácido glicina. Fixa-se nos locais onde precisa de glicina. É importante ressaltar que a glicina é utilizada no processo de desintoxicação, de forma que muitos de nós não temos glicina suficiente para uma desintoxicação eficiente.

Para eliminar o glifosato, é preciso saturar o corpo com glicina. Klinghardt recomenda tomar 1 colher de chá (4 gramas) de glicina em pó duas vezes por dia durante algumas semanas e depois reduzir a dosagem para ¼ colher de chá (1 grama) duas vezes por dia. Isso força a saída do glifosato do sistema, permitindo que o mesmo,seja eliminado pela urina.

"Durante um certo período de tempo, usamos altas dosagens de glicina. Não há problemas nisso. A outra solução publicada é, reconhecidamente, apenas um estudo com galinhas, que mostra que o ácido húmico e o ácido fúlvico podem limpar completamente os sistemas de órgãos de uma galinha...

Então, usamos a glicina por um tempo. Monitoramos a saída de glifosato na urina. Quando este diminui, (em algumas pessoas, dois meses, em outras, seis meses) diminuímos a glicina e tomamos uma dosagem menor."

Como se desintoxicar do alumínio

O alumínio é ainda mais sinistro. Stephenie Seneff, Ph.D., mostrou que o alumínio, quando entra no espaço extracelular, altera completamente a voltagem nas paredes das células (os canais dependentes de voltagem) e tem um efeito profundo na microestrutura dessa matriz.

"Basicamente, prejudica os receptores que temos na parede celular, receptores hormonais, receptores de neurotransmissores e receptores de insulina. Todos são afectados pelo alumínio. Provoca um efeito muito, muito forte, mais do que qualquer outra toxina", afirma Klinghardt.

"O trabalho de Seneff mostra que o glifosato é um agente quelante. Quando se tem glifosato nos alimentos, ele liga-se a todos os oligoelementos. E estes não estão mais disponíveis para absorção. Ele esgota os oligoelementos. No entanto, há uma excepção, que é o alumínio. Ele funciona como um agente de transporte para o alumínio. Ele liga-se ao alumínio, leva-o para os tecidos através da parede intestinal e o distribui amplamente."

Para eliminar o alumínio, é necessário aumentar a ingestão de sílica. Klinghardt recomenda o uso de ervas ricas em sílica, como o coentro. "O Dr. Yoshiaki Omura fez um estudo há 20 anos, no qual, mostrou que era possível diminuir o teor de alumínio rapidamente em modelos animais, administrando um extrato de coentro", diz ele. Outras boas opções são a cavalinha (que também é rica em sílica) e um produto com sílica lipossômica chamado BioSil.

O ácido cítrico também se mostrou capaz de mobilizar o alumínio. Uma estratégia fácil e barata é espremer um pouco de limão em uma garrafa de água e beber durante todo o dia. O ácido málico (vinagre de maçã) é outra opção. É possível comprar ácido málico em cápsulas ou usar malato de magnésio.

"Os médicos podem receitar Desferal. É um injectável administrado uma vez por semana por via subcutânea. É um excelente desintoxicante. No entanto, há algumas dúvidas sobre se ele atravessa a barreira hematoencefálica ou não. A sílica, sim. O Desferal provavelmente não. É possível remover o alumínio do corpo com uma injeção semanal."

Como eliminar as toxinas solúveis em gordura

Para eliminar as toxinas lipossolúveis, Klinghardt recomenda uma combinação de sauna e agentes ligantes, como chlorella, ecklonia cava (uma alga marrom) e sílica metilada ou zeólita. Idealmente, deve-se tomar um ou mais desses diariamente. Quando entra na sauna, as toxinas libertadas ligam-se a esses agentes, permitindo que sejam eliminadas com segurança, em vez de serem reabsorvidas.

"Faça isso regularmente e observe o tempo do trânsito intestinal, que deve ser de 24 horas ou menos. Isso significa que, se se ingerir algo que não seja digerível, ele deve sair do outro lado dentro de 24 horas".

Temos alguns pacientes cujo tempo de trânsito é de aproximadamente 20 dias. Essas pessoas não são capazes de excretar pelo intestino delgado. Eles estão fadados. Então, manter a digestão funcionando torna-se uma prioridade. É principalmente um caso de parasitas. Esse é o meu outro hobby: diagnosticar e tratar parasitas."

Tratando parasitas

Muitos parasitas, especialmente vermes, mas também fungos e cândida, podem absorver múltiplas vezes o peso corporal de uma pessoa, em toxinas. Por exemplo, muitos vermes são capazes de concentrar 300 vezes mais chumbo do que o tecido do hospedeiro. A carga parasitária de um hospedeiro também é um bioindicador da toxicidade do ambiente desse hospedeiro.

"Todo paciente com Doença de Lyme crónica também está repleto de parasitas", diz Klinghardt". Foi demonstrado que os vermes no próprio paciente que sofre da Doença de Lyme estão infectados com espiroquetas de Borrelia. O tratamento com antibióticos não é eficaz, pois não afecta os parasitas.

As espiroquetas de Borrelia simplesmente se retiram dos vermes, esperam até terminar o tratamento com os antibióticos e depois retornam. Eficaz mesmo, é tratar do maior ao menor. Em um paciente com doenças crónicas, sempre presuma que existem parasitas. Trate-os e depois avance lentamente."

Infelizmente, há poucos exames capazes de determinar a carga parasitária. Klinghardt usa o teste de resposta autonómica (TRA) e prescreve vários coquetéis de medicamentos antiparasitários com base nesse teste. Sabendo que os parasitas são repletos de toxinas, você deve fazê-los sair dos tecidos e entrar no intestino, onde podem ser expulsos com segurança.

Klinghardt usa os protocolos de Gubarev para isso. São protocolos de enema desenvolvidos por um cientista russo. Uma vez que não são encontrados mais parasitas, ele administra ao paciente agentes antiparasitários, como Rizol Kappa e Rizol Gamma ( óleos vegetais ozonizados da BioPure).

"Recentemente, tem havido um aumento incrível na literatura mostrando que praticamente todos os antiparasitários também podem ser usados no tratamento do cancro. O Albendazol, por exemplo, é um tratamento mensal que custava US$ 80. Então, saíram artigos alegando a cura do cancro com esse medicamento. Actualmente, são US$ 24.000 ao mês...

Nós usamos medicamentos antiparasitários multiuso. Acontece que as vias internas de uma célula cancerígena são semelhantes às vias do parasita. É uma política muito boa iniciar cedo o tratamento crónico de parasitas, antes de tratar a Doença de Lyme ou o Mycoplasma...

O principal problema dos parasitas é o seguinte: se você se submeter a um tratamento insuficiente, isto é, se usar uma dosagem de ervas ou medicamentos que não seja suficiente para matar o parasita, mas o suficiente para deixá-lo doente, esse parasita vai libertar grandes quantidades de biotoxinas, deixando você gravemente doente. O segredo do tratamento de parasitas é uma abordagem agressiva desde o início, impedindo que essas criaturas se insurjam!

Os parasitas só saem nas fezes se estiverem doentes. Os parasitas não aparecem sem motivo. Contanto que eles ainda vivam na barriga, no intestino, você pode apalpar e obter certos sinais que apontam para o diagnóstico certo. Mas, infelizmente, muitos parasitas no estágio de larvas se dispersam para o pulmão e cérebro.

Cisticercose é o nome dado às ténias em estágio de larva no cérebro. Vemos isso o tempo todo. Na maioria das vezes, esse é o problema de crianças que têm convulsões. É um coisa fácil de tratar... porém difícil de fazer com produtos naturais. Achamos que as ervas naturais são boas se as usarmos em conjunto com os medicamentos."

Ozonoterapia retal

Klinghardt também usa a ozonoterapia, preferindo a administração de ozono por via retal em vez de injecções. "Muitos de nossos pacientes compram uma máquina de ozono barata e o administram por via retal todos os dias".

Klinghardt trabalhou com um dos principais parasitologistas da Índia, estudando o impacto dos parasitas nas doenças. Não surpreendentemente, eles encontraram uma relação directa e linear entre a contagem de colónias de anaeróbios e a saúde do paciente.

Quanto mais anaeróbios o paciente tinha nas fezes, mais doente a pessoa estava. Naquela época, não havia ozono disponível e eles acabaram tratando os pacientes com oxigénio administrado por via retal. "Foi uma estratégia muito bem-sucedida para livrar as pessoas de doenças crónicas", diz ele. O ozono é uma opção ainda mais eficaz.

Fonte: Dr. Mercola

::: As informações contidas nestas páginas são resultado de pesquisas bibliográficas desenvolvidos pelo autor. Contudo, não deverão ser usadas como diagnóstico, pois cada caso terá a sua especificidade. Consulte sempre um profissional de saúde. ::: www.facebook.com/alquimiadoeu.eu  :  miguel.laundes@gmail.com  :  © Miguel Laúndes, 2021
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