Água alcalina = vitalidade e longevidade

O valor da acidez ou a alcalinidade de um líquido é identificado pelo valor do seu pH que varia entre 1 para o máximo de acidez e 14 que indica a máxima alcalinidade.

O pH 7 corresponde a um valor ácido-base neutro, nem ácido nem alcalino.

No organismo humano, o sangue tem um valor de pH 7.365, ligeiramente alcalino, portanto.

O delicado equilíbrio do pH sanguíneo

Para se manter vivo o organismo humano tem que ser capaz de manter constante o valor do seu pH sanguíneo. Para tal, depende de complexos mecanismos biológicos que envolvem, de forma permanente e dinâmica, vários órgãos e sistemas.

Nos processos metabólicos normais da vida das células, estas produzem ácidos que são, constantemente, eliminados para o espaço entre as células, nos tecidos. Daqui passam para a corrente sanguínea que, rapidamente, os expulsa do organismo, essencialmente, através da urina.

Ao longo dos tempos, uma alimentação abundante em alimentos alcalinizantes - legumes e frutas frescas - ajudaram o organismo humano a manter o equilíbrio do pH sanguíneo e a sobreviver.

Se a quantidade de ácido produzido se torna demasiado elevada, colocando em risco a manutenção do valor de pH sanguíneo, o organismo activa os seus mecanismos de compensação. O mais eficiente deles é "ir buscar" o cálcio aos ossos. O cálcio tem a capacidade de alcalinizar o sangue.

Quando o pH se desequilibra para a acidez

O envelhecimento, o stress, a actividade física intensa, algumas doenças agudas e crónicas, o tabagismo e a poluição ambiental aumentam a produção de ácido pelas células.

A desidratação, a ingestão de água ácida e de alimentos acidificantes - açúcar, café, álcool, refrigerantes e carne - agravam ainda mais a acidificação do organismo.

Um organismo acidificado é obrigado a um constante esforço adicional para manter estável o seu pH sanguíneo. Está em sofrimento, as células têm dificuldade em desempenhar as suas funções e nos tecidos não há uma drenagem eficiente.

Um organismo cronicamente acidificado tem um desempenho físico e mental deficiente.

A pessoa sente-se desvitalizada, com falta de energia, fadiga fácil, menor resistência muscular, menor adaptação ao stress e diminuição da capacidade mental.

A acidificação crónica do organismo favorece o aumento de peso, as dores musculares e articulares, a osteoporose, o stress oxidativo, as doenças degenerativas, oncológicas e acelera os processos de envelhecimento.

Como pode saber como está o seu pH?

Através da medição do pH da urina com uma fita de análise específica, ou com um medidor digital.

A medição do pH da urina a meio da manhã indica o estado do equilíbrio ácido-base do organismo e deve situar-se entre 7 e 7,5.

Como pode compensar e reequilibrar uma acidificação excessiva? 

A ingestão de água alcalina é o melhor e mais eficaz meio de compensar a acidificação do organismo associada ao avançar da idade e às condições adversas da sociedade moderna.

Para ser eficiente, a ingestão de água alcalina deve fazer-se em jejum e entre as refeições, 2 litros por dia.

Beber diariamente e de forma regular água alcalina ajuda:

1 - a recuperar vitalidade orgânica e sensação de bem-estar

2 - a reequilibrar a acidificação provocada pela poluição e pela alimentação deficiente da vida moderna,

3 - a retardar os sinais associados ao envelhecimento

4 - a prevenir a osteoporose

5 - a aumentar a protecção antioxidante com benefício em todos os órgãos

6 - a hidratar e rejuvenescer a pele

Vai comprar água? Verifique o pH!

Agora que já tem este conhecimento, olhe com especial atenção o pH inscrito no rótulo das garrafas de água:

- pH=7 - é uma água neutra. Não corrige um eventual estado de acidez, mas também não o agrava.

- pH inferior a 7 - está perante uma água ácida. Evitar beber.

pH superior a 7 - está perante uma água alcalina. Usar e abusar.

Água o nutriente mais importante

Solução fundamental para a vida, o meio em que todos os processos metabólicos ocorrem, a via em que as interacções acontecem, o fluxo de intercâmbio contínuo entre os meios interno-externo. Os electrólitos conduzem a integração, a comunicação e a solidariedade necessárias para que a harmonia se faça e seja distribuída por todo o ser vivo.

A quantidade de água existente no organismo humano é mantida constante, mesmo durante longos períodos da vida. Para isso, é necessário que haja um equilíbrio entre disponibilidade de água e nutrientes adequados na alimentação diária.

Distribuição da água no organismo humano:

A água constitui 70% do peso corporal

50% no LIC (líquido intra celular)

20% no LEC (líquido extra celular)

O LEC distribui-se no interior dos vasos, no espaço intersticial, entre as células ou constituindo os líquidos transcelulares como líquor, líquidos sinovial, das serosas, sêmen, humor aquoso, água óssea inacessível, saliva, suco pancreático, bile, sucos intestinais e urina. O ser humano possui de 70 a 80 ml/kg de peso de sangue, sendo que 1300 a 1800 ml/ m2 de plasma.

O LIC está inteiramente nos vasos linfáticos e junto com o tecido linfóide.

A água ingerida é rapidamente absorvida. É de alta digestibilidade. Após 20 minutos de sua ingestão já se encontra no intestino.

As crianças possuem mais água corpórea do que os adultos, cerca de 80%, e o recém nascido pode chegar a ter mais água ainda. Nos jovens, o grande metabolismo energético requer também mais água para eliminar os resíduos hidrossolúveis para o exterior através do rim. O débito urinário mínimo de um adulto de 70 kg é de 500 ml, enquanto de uma criança de 7 kg é de aproximadamente 100 ml.

O organismo das crianças é mais vulnerável às variações da água, por isso elas são mais susceptíveis às circunstâncias que levam à desidratação, como diarreia, vómito ou privação da ingestão de líquidos.

Pessoas obesas podem ter tão pouco quanto 25 a 30% de seu peso corpóreo em água. A margem de segurança em relação às perdas de água não são, portanto, expressivas. O uso de diuréticos para provocar perda de peso reduz ainda mais a quantidade de água, colocando a pessoa em risco de vida.

A gordura corpórea é nas pessoas sadias a principal variável que influência o volume de sangue. Os magros apresentam relativamente mais sangue por quilograma de peso do que o obeso. Os idosos também possuem menor quantidade de água que os jovens, chegam a ter 40 a 50% de água em seu peso corpóreo.

Os idosos tendem a perder para o exterior soluções isotónicas além de ingerirem menor quantidade de líquidos, isso exige do organismo, para preservação da concentração iónica normal, remoção adicional de electrólitos em relação à água.

Funções da água

1) A água é fundamental para a manutenção da homeostasia. O LIC oferece o meio na qual ocorrem os processos metabólicos celulares.

2) O LIV transporta gases, alimentos, produtos do metabolismo celular.

3) Os LTC lubrificam vários tecidos como articulações possibilitando menor atrito nos seus movimentos, as membranas serosas (pleura, peritoneu ou peritónio, pericárdio) e são importantes nos processos digestivos, respiratórios e excretórios como soluções fundamentais para suas funções cerca de 8 litros de LIC são necessários para o processo digestivo. São excretados diariamente para o trato gastro intestinal, exercem sua função e, então, são reabsorvidos.

4) A água é também fundamental para a manutenção da temperatura corporal. A dinâmica dos líquidos corpóreos depende do metabolismo celular e da produção de calor. A perda desse calor é feita pela evaporação, condução, convecção, irradiação. A evaporação é o principal método usado para eliminar calor. A perda de água insensível (não perceptível), pela pele, chega a ser de 600ml por dia. A perda sensível, pela sudorese, varia com a temperatura e humidade relativas do ar ambiente. Grande quantidade de LTC é perdida quando a temperatura ambiente é igual ou superior a 32ºC.

5) A perda de calor também é feita pela expiração. O gás expirado é humidificado pelo vapor de água, a transformação em líquido para vapor consome energia que é levada ao exterior. Dessa maneira, o organismo reduz o calor de seu meio interno. O ser humano é capaz de reduzir muito a sua perda de água nas situações em que não consegue ingeri-la, entretanto, continua eliminando-a, obrigatoriamente, entre 500 a 600 ml pela diurese e de 800 a 1000ml pela perspiração insensível (pele e pulmões). A redução entre 4 a 5% da água corpórea reduz de 20 a 30% a capacidade de trabalho dos órgãos e sistemas. O limite de privação de água é em torno de 2 a 3 dias.

Fontes

Líquidos em geral (água com gás ou sem gás, bebidas dietéticas, bebidas gaseificadas, chás, leite, sucos, café).

Fontes nos alimentos sólidos:

95 a 99% de água: gelatina, bergamota, laranja, repolho chinês, aipo, pepino, chuchu, alface e abobrinha.

90 a 94% de água: morango, brócolos e tomate.

80 a 89% de água: clara de ovo, queijo cottage, maçã e cenoura.

60 a 79% de água: maionese de baixa caloria, pudim instantâneo, banana, camarão, bife magro, costela de porco e batata assada.

40 a 59% de água: salsicha, frango, macarrão e queijo.

20 a 39% de água: pão, bolo, queijo cheddar e mingau de aveia.

10 a 19% de água: manteiga, margarina, maionese comum e arroz cozido.

5 a 9% de água: pasta de amendoim e pipoca.

1 a 4% de água: cereais prontos a comer

Estimativa de necessidade

A necessidade de ingestão de água para adultos pode ser calculada em torno de 30 a 35mL por quilograma de peso e por dia. Sendo no mínimo 1.500mL por dia ou 1 a 1,5mL por quilocaloria. Além disso, é importante considerar que a necessidade de água varia de acordo com os alimentos que a pessoa ingere, com a temperatura e a humidade do ambiente, com o nível de actividade física e outros factores.

Termos usados na nutrição relacionados à água.

Água Extracelular: é a água do plasma, linfa, líquido espinal e secreções.

Água Intercelular (Intersticial): é a água entre e ao redor das células.

Água Intracelular: é a água contida dentro da célula.

Água Metabólica: é a água derivada do metabolismo do CH, PTN ou LIP.

Desidratação: perda Excessiva de água corpórea.

Edema: acúmulo anormal de líquido nos espaços intercelulares teciduais ou nas cavidades corpóreas.

Intoxicação por Água: excesso de água aumentando o volume intercelular e a diluição dos fluidos corpóreos.

Perda Insensível de Água: é a água perdida com o ar expirado pelos pulmões ou com o suor evaporado pela pele.

Perda Sensível de Água: é a água perdida com a urina e as fezes.

Água e seus minerais

Água da torneira, água filtrada, água mineral, tanto faz: sabia que a água potável que tomamos não é 100% H2O?

Isso porque se a água contivesse apenas isso, como aquela utilizada em alguns processos da indústria, dissolveria e levaria embora os sais minerais do nosso próprio organismo.

Quando falamos em nutrientes, a água mineral ganha em qualidade, já que possui diversos minerais.


Cálcio: É importante para a saúde dos tecidos ósseos.

Sódio: Regula o balanço hídrico da água corporal.

Potássio: Actua sobre os impulsos nervosos e na manutenção das fibras musculares.

Fluoreto: Sua presença na água impede a proliferação de bactérias nos dentes.

Bicarbonato: Ajuda a neutralizar a acidez do estômago.

Silício: Está ligado ao bom desenvolvimento dos ossos e órgãos.

Magnésio: Actua nos ossos e na actividade de diversas enzimas.

Cloreto: Faz a manutenção do nosso pH sanguíneo.

Zinco: Intervém no metabolismo das proteínas e colabora no funcionamento do sistema imunológico.

Água Isotónica e Hipertónica

Quantas vezes ouviu: "Estás todo entupido, confia em mim e vai à farmácia buscar água do mar"? É verdade que é uma das soluções mais eficazes para o incómodo nariz entupido, mas sabe quando escolher água do mar isotónica ou hipertónica? As águas do mar são diferentes e essa diferença centra-se na concentração de sais. Mas em bom português o que significa isto?

A água do mar, para utilização nasal, reduz a espessura do muco, humidificando a mucosa nasal e mantendo por isso as secreções mais fluidas. Ajuda a remover partículas e micro organismos que podem causar inflamação, irritação e até infecções.

Quando procura uma água nasal é frequente deparar-se com águas isotónicas e hipertónicas. Sabe qual a diferença entre elas?

Uma água nasal isotónica, por ter a mesma concentração de sais que a mucosa do nariz não tem uma acção descongestionante tão eficaz como as águas do mar hipertónicas. Deve por isso ser utilizada para lavagem nasal frequente, como forma de prevenção, por exemplo, no caso de pessoas que têm rinite alérgica.

Uma água nasal hipertónica, por outro lado, por ter uma concentração de sal superior aos tecidos do nariz actua como descongestionante, ao ser capaz de "remover" o excesso de água da mucosa nasal por um processo chamado osmose. Desta forma reduz a inflamação e torna o muco mais fluido. Assim, este tipo de água, mais concentrada, é indicada para situações de nariz entupido, muito recorrentes em episódios de sinusite ou rinite por exemplo. É também uma boa alternativa para grávidas com rinite alérgica, evitando deste modo o uso de medicamentos.

Água Isotónica - Tem uma concentração de sais igual à do nosso corpo. Idealmente usada para lavagem nasal frequente.

Água Hipertónica - Tem uma concentração de sais superior à do nosso corpo. Idealmente usada para descongestionar o nariz.

::: As informações contidas nestas páginas são resultado de pesquisas bibliográficas desenvolvidos pelo autor. Contudo, não deverão ser usadas como diagnóstico, pois cada caso terá a sua especificidade. Consulte sempre um profissional de saúde. ::: www.facebook.com/alquimiadoeu.eu  :  miguel.laundes@gmail.com  :  © Miguel Laúndes, 2021
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